Como criar código de barras para seus produtos
Por Gabriela Voigt
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5 min de leitura
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O código de barras é a identificação única de um item, geralmente um número GTIN/EAN, usada para cadastro, controle de estoque e venda em canais que exigem esse tipo de identificação, como marketplaces e grandes redes de varejo.
Neste passo a passo, você vai ver como gerar o código certo para o seu caso: seja pelo cadastro oficial na GS1 Brasil, seja por um gerador gratuito para uso interno. Continue a leitura e entenda como organizar seus produtos até o envio dos pedidos.
O que você vai ver por aqui:
- Passo 1: conheça os tipos de código de barras (EAN e UPC)
- Passo 2: avalie se você precisa de um código de barras oficial da GS1
- Passo 3: faça o cadastro da sua empresa na GS1 Brasil
- Passo 4: gere o código de barras para cada um dos seus produtos
- Passo 5: aplique o código de barras na embalagem ou na etiqueta
- Passo 6: teste o código de barras antes de usar em grande escala
- Preciso ter código de barras para vender em marketplace?
- Como a SuperFrete ajuda com código de barras e organização dos pedidos
- Perguntas frequentes sobre código de barras
Passo 1: conheça os tipos de código de barras (EAN e UPC)
Antes de gerar qualquer código, vale entender qual padrão faz sentido para o seu produto. No Brasil, a referência é o EAN-13, mas vendas internacionais costumam pedir o padrão americano UPC.
Código EAN-13: o padrão mais usado para produtos no Brasil
O EAN-13 é o código de barras padrão no mercado brasileiro, reconhecido por supermercados, lojas físicas e pela maioria dos marketplaces nacionais.
Ele tem 13 dígitos e é emitido oficialmente pela GS1 Brasil, a entidade responsável por garantir que cada número seja único no país.
Código UPC: o padrão mais comum nos Estados Unidos
Já o UPC é o padrão adotado principalmente nos Estados Unidos e no Canadá. Se o seu plano é vender para esses mercados (por exemplo, via Amazon americana), vale confirmar com o canal de venda qual dos dois padrões ele exige antes de seguir para o próximo passo.
Passo 2: avalie se você precisa de um código de barras oficial da GS1
Nem todo produto precisa do código oficial da GS1. Avaliar o destino do produto antes de gerar o código evita gastar tempo (e, em alguns casos, dinheiro) com um cadastro que talvez você nem precise agora.
Se você ainda está decidindo entre vender apenas no site próprio ou expandir para marketplaces, vale a pena entender melhor como funciona vender pela internet antes de estruturar o catálogo de produtos.
Essa decisão muda diretamente qual caminho faz mais sentido aqui. A tabela abaixo resume os dois cenários mais comuns:
| Critério | Código oficial (GS1) |
Código gratuito (uso interno) |
|---|---|---|
| Para onde vai o produto | Marketplaces, varejo físico, canais com exigência comercial oficial | Estoque próprio, controle interno, etiquetagem sem venda em canal externo |
| Garante exclusividade no mercado | Sim | Não |
| Envolve custo | Sim, varia conforme faturamento da empresa | Geralmente não |
| Quando usar | Passo 3 deste guia | Passo 4 deste guia |
Passo 3: faça o cadastro da sua empresa na GS1 Brasil
Para emitir um código de barras oficial, o primeiro passo é filiar sua empresa à GS1 Brasil, entidade responsável por atribuir a numeração GTIN no país.
O cadastro é feito diretamente no site da GS1, informando os dados da empresa e a quantidade de produtos que você precisa identificar.
O valor da filiação varia conforme o faturamento da empresa e o prazo para liberação do cadastro também pode variar.
Passo 4: gere o código de barras para cada um dos seus produtos
Com o cadastro definido, seja oficial ou interno, chegou a hora de atribuir um código a cada produto do catálogo.
Cada item precisa de um código próprio: produtos com variação de cor, tamanho ou sabor, por exemplo, costumam exigir códigos diferentes entre si.
Como gerar o código de barras pelo cadastro oficial da GS1
Com a empresa filiada, a própria GS1 Brasil disponibiliza um painel para você gerar os códigos GTIN de cada produto cadastrado.
Basta informar os dados do item (como nome, categoria e demais informações solicitadas) e o número é atribuído automaticamente, pronto para ser aplicado na embalagem.
Como gerar um código de barras gratuito para uso interno
Para uso interno, existem geradores gratuitos online que criam um código de barras. Esse código pode ser baseado no SKU que você já usa internamente ou numa sequência numérica própria.
Mas é importante saber que esse tipo de código funciona bem para estoque próprio, porém, não deve ser usado em marketplaces ou vendas formais, já que não garante que o número seja único no mercado.
Passo 5: aplique o código de barras na embalagem ou na etiqueta
Com o código gerado, o próximo passo é aplicá-lo fisicamente no produto. Isso pode ser feito imprimindo o código direto na embalagem (quando ela já é personalizada) ou em uma etiqueta adesiva colada posteriormente.
Preste atenção na resolução da impressão: um código de barras borrado ou pequeno demais pode não ser lido corretamente por leitores óticos.
Além disso, posicione o código em uma área plana da embalagem, sem dobras ou curvas, para garantir a leitura em qualquer etapa, da gestão de estoque até a entrega.
Passo 6: teste o código de barras antes de usar em grande escala
Antes de imprimir etiquetas para todo o inventário da sua loja, teste o código em alguns leitores diferentes. Pode ser um aplicativo de leitura no celular ou um leitor físico, se você tiver acesso a um.
Testar antes de escalar evita desperdício de etiquetas e retrabalho caso algum código tenha saído com erro na geração.
Se o teste não ler corretamente, revise o tamanho da imagem, a resolução de impressão e se o número gerado está completo. Às vezes um único dígito faltando já invalida o código inteiro.
Preciso ter um código de barras para vender em marketplaces?
Na maioria dos casos, sim. Marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Amazon costumam pedir o GTIN/EAN oficial no cadastro do produto. Isso ajuda a evitar duplicidade de anúncios na plataforma.
Se você está cadastrando produtos únicos ou artesanais, vale verificar a exigência específica do canal antes de decidir entre o cadastro oficial e um código gratuito. Isso porque alguns marketplaces aceitam código próprio para esse tipo de item, desde que ele seja consistente no seu catálogo.
Como a SuperFrete ajuda com código de barras e organização dos envios
Com os produtos identificados, falta só calcular o frete e emitir a etiqueta de envio para fechar a jornada. E é aí que a SuperFrete entra na sua rotina.
Com a SuperFrete, você compara preço e prazo entre diferentes transportadoras e gera a etiqueta de postagem para enviar o pedido já identificado com o código de barras em poucos cliques, direto pelo site ou pelo app.
Para quem está crescendo e testando novos canais de venda, centralizar essa etapa ajuda a manter a rotina organizada sem complicar a operação.
Com o código de barras criado, testado e aplicado nos seus produtos, o catálogo está pronto para marketplaces e para uma operação de estoque e envio mais organizada. Faça seu cadastro gratuito agora mesmo:
Perguntas frequentes sobre código de barras para produtos
Quanto custa o cadastro de código de barras na GS1 Brasil?
O valor do cadastro de código de barras na GS1 Brasil varia conforme o faturamento da empresa e a quantidade de códigos necessários. Não há uma tabela única fixa para todos os negócios e a forma mais confiável de saber o valor exato é consultar a tabela de preços atualizada no site oficial da GS1 Brasil.
Posso usar um código de barras grátis para sempre?
Para uso interno, como organizar o estoque da própria loja, sim. Mas para venda em marketplaces ou varejo formal, o ideal é migrar para o cadastro oficial da GS1, já que o código gratuito não garante exclusividade no mercado e pode gerar conflito com outro produto.
Qual a diferença entre o código EAN e o código UPC?
O EAN-13 é o padrão usado no Brasil e na maior parte do mundo, enquanto o UPC é o padrão adotado principalmente nos Estados Unidos e no Canadá. Ambos identificam o produto de forma única, a diferença está na região onde cada um é reconhecido e exigido pelos canais de venda.
Qual a diferença entre código de barras e SKU?
O SKU é o código interno que a própria loja cria para identificar um produto em seu estoque e sistema de vendas, sem formato fixo. Já o código de barras é a representação gráfica escaneável de uma sequência numérica, muitas vezes baseada no próprio SKU, usada para leitura óptica rápida na separação, conferência e venda do produto.
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Gabriela Voigt
Gabriela Voigt é jornalista especializada em produção de conteúdo para e-commerce, integrante da equipe SuperFrete.